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Infância digital: o que está a mudar na vida das crianças?

10-09-2018

As tecnologias digitais estão a mudar a infância. Razão mais que suficiente, constata a Unicef, para que os Governos comecem a pôr as crianças no centro da política digital. Esta é uma das recomendações presentes no relatório “Situação Mundial da Infância 2017 - As crianças no mundo digital” que o EDULOG aqui analisa.

Não é novidade, os jovens entre os 15 e os 24 anos são o grupo mais conectado no mundo. Ora, 71% estão online, comparados com 48% da população total. Um em cada três utilizadores da Internet tem menos de 18 anos. E, um número crescente de estudos tem mostrado que as crianças acedem cada vez mais cedo.

Na educação, as ferramentas digitais geram novas oportunidades. Por um lado, aumentam a motivação dos alunos. Tornam o ensino mais divertido. Por outro lado, possibilitam levar a “escola” onde ela não existe. Seja a lugares remotos, ou a crianças em mobilidade forçada por guerras e conflitos. O cenário é menos claro quando se trata de saber se o apetrechamento digital está, efetivamente, a melhorar o ensino. Uma constatação parece ser evidente, subscreve a Unicef, “não basta apenas proporcionar às crianças o acesso à tecnologia”. Aplicada à educação, significa que é preciso fazer muito mais.

Como é óbvio, falar em crianças conectadas também implica falar naquelas que estão a ficar para trás. A Unicef revela os números dessa outra realidade. Nove em cada dez jovens, entre os 15 e os 24 anos, que não usa a Internet vive na África, Ásia ou Pacífico. A exclusão digital, porém, não significa apenas falta de acesso. Atualmente, fala-se num segundo nível de desigualdade digital. Que se manifesta, essencialmente, em dois aspetos: diferenças nas atividades online nas quais as pessoas se envolvem e diferenças ao nível das competências digitais que apresentam.

O relatório “Situação Mundial da Infância 2017 - As crianças no mundo digital” fornece ainda um conjunto de recomendações aos Governos mundiais em matéria de política digital. Entre elas, a necessidade de ensinar literacia digital às crianças e de melhorar a utilização das tecnologias na escola. Antes de ler o que a Unicef tem a dizer acerca dos riscos e dos benefícios do digital, ouvem-se as opiniões das crianças e dos jovens sobre o que fazem online?